quarta-feira, 11 de maio de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tenho que pedir desculpas por abandonar por um tempo a idéia de escrever. Porém, como todo escritor de meia tijela eu também estou ficando lotada e sufocada com as palavras na garganta! Preciso desabafar! Mas desabafo não é bom para escrever, é melhor que fiquem abafadas mesmo todas as palavras tristes e bonitas que congestionam a minha garganta! As pessoas não gostam de ler desabafo! Gostam de ler o lúdico, o lirismo, a beleza das palavras, e tenho estado com a cabeça tão cheia este ano que não consigo fazer um bonito post sem ter um pingo que seja de um desabafo. O negócio é que tenho vivido mais que escrevido, mas a minha balança pesa de vez em quando, pois quero sempre estar a escrever e a fugir do mundo real que tem me sufocado o suficiente nos ultimos meses! Viver sem escrever torna minha vida de uma sem graceza sem tamanho! Tenho me dedicado ao meu futuro me esquecendo que o futuro que eu mais queria era esse: escrevendo. Vou usar Conceição Evaristo para tentar colocar a minha balança em um nível no mínimo bom pra continuar com sonho e carreira no mesmo patamar! Como? Simples: Escrevivendo.

sábado, 13 de novembro de 2010


Que foi que choveu em você?!
Diz pra chover em mim também...
Tenho implorado por gotas d'agua

sábado, 2 de outubro de 2010


_Choveram em mim!
Ouvi o grito da janela da cozinha.
_Choveram... Sem deixar vestígios!
Não enchergo ninguém no quintal, somente ouço a voz a gritar, e sinto o cheiro da chuva... Vejo as gotas de orvalho caladas, aflitas:
_Quem foi que choveu? -Pergunto eu. Mas elas escorrem silenciosas para a terra fofa.
O cachorro me acompanha, abaixa as orelhas e fixa um olhar medroso no portão.
_Foi você que choveu?!- Pergunto, vendo ele me olhar interrogativamente.- Claro que não, cachorros não chovem!
Corro pela quintal em busca da voz que reclama da chuva:
_Quem choveeu?! Vem me contar... Quem choveu em você?!- O silêncio me responde....- Não vou te machucar, me conta... Quem choveu?! - Ouço uma voz chorosa:
_Choveram em toda a minha roupa, choveram no meu colchão! Choveram e foram embora, quem faria isso com uma pobre mulher?!
_ME diz, onde está você?! Quero te ajudar....- Olho pro chão e vejo que as bordas do meu vestido amarelo já são marrons, e meus sapatos de pano já cairam do pé- Quem choveu?! Quem fez uma maldade dessas?!
Corro pela grama, sentindo as pedras nas solas dos pés... Sinto a chuva molhar meu rosto. E grito. E berro:
_SOCORRO! ESTÃO CHOVENDO EM MIM!
Senti a chuva molhar meu vestido, deixá-lo tranparente. Molhar entre minhaspernas, meus cabelos, meus seios, senti meus olhos se molharem sozinhos, senti a chuva se misturar no meu suor, até que viramos uma coisa só: choviscada.
Deite-me cansada na grama, e vi a chuva me abandonar. Após tanto chover em meu corpo. Me deixou ali, jogada à lama. Molhada.

domingo, 22 de agosto de 2010


E então chega o momento da vida que você tem que fazer uma escolha onde seu destino já não tem mais as rédeas da sua vida, elas estão nas suas mãos, pela primeira vez você sente seus pés suando frio, e ouve seu coração bater próximo a garganta, não deixando sair dali nenhuma palavra... "Pra que fazer isso?!" Diz o medo... "Pra que perder tempo procurando uma razão para você existir?! Se contente com si próprio..." A verdade é que agora você não se contenta mais unicamente com a sua felicidade, parece fazer falta a felicidade de outra pessoa pra você... Afinal... O Arroz não tem graça sem o feijão, assim como não dá para matar o frio com apenas um pé de meia, as pessoas precisam umas das outras para se fazerem felizes, por mais que isso se faça mais dificil a cada dia. Eu acho que as coisas vão mudar agora...


"Come see the blue sky I painted for you


My greatest inspiration"

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cotidiano

na sala de estar eu vejo uma janela
eu vejo quadrados,
vejo grades
ouço música brasileira,
som de pandeiro
do outro lado da calçada
tem um puteiro
ali, residem fracos corações
que trabalham noite e dia
num ganha pão interminável
saciando a sede de quem não pode beber água todo dia
fazem fracas orações
se viram pro canto e dormem.
Já precisam mudar de quarto.

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Soltar
pela boca
um suspiro de loucura,
um rugido de calmaria,
num abafar livre
e sem forças,
saltar para longe!
Mostrando com minhas asas,
que não vou mais tocar o chão.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Ela tinha em cada centímetro de seu vestido surrado, uma pétala estampada de rosa
Tinha os olhos calmos, porém intensos, ela sabia que não era ali que deveria estar, que era
pequeno demais pra ela.
Ela ocupava muito espaço.
Ela era cheia de amor, e o lugar era vazio de coração.
Até que um dia,
Naquelas quatro paredes, apareceu uma sombra.
A sombra não tinha um formato específico
Só prensou seu corpo contra a parede sufocante, lhe disse que não havia como escapar dali, pois seu coração era pequeno proporcional ao lugar em que estava. Não cabia muito amor ali.
Ela precisava explodir, em mil pétalas, pra conseguir espalhar oque sentia e aumentar seu coração.
Mas como explodir em quatro paredes de concreto?
O concreto era mole, comparado a dureza das palavras ditas pela escuridão.
E ela pensou, pensou e pensou: ela deveria explodir com dureza em suas palavras também.
Por mais fortes que suas palavras fossem a sombra tinha outras mais duras que as suas, as vezes, ela se deixava vencer, e a sombra começava a tomar conta de seu coração, quando ela via a luz, tentava denovo, com palavras fortes, firmes e duras.
Até que jogada ao chão cansada da sua guerra de palavras, deixou sair da sua boca as palavras: "pode me devorar Sombra, sou tão frágil quanto uma flor, tão delicada quanto as pétalas da rosa de meu vestido, não consigo lutar, não sou forte como você'
ao ouvir as mansas palavras, a sombra fugiu, como quem vê sair de dentro de uma mulher um monstro terrível.

A sombra só sabia lutar contra palavras duras, não sabia oque fazer diante de palavras delicadas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O ser e O estar

O ser apenas é.
Já o estar
te faz companhia na sala
derruba café no seu tapete
te ouve chingar a política
critica
critica
mas nunca cria a própria crítica.
Fala demais e não ouve nada,
te joga uma flor de cima da sacada.
Mas pelo menos ele está.
e o melhor de tudo
é que o estar também é.

Ressaca


É quase bom ver o mar te tirar de mim
e trazer de volta num vai e vem que me deixa tonta
e com vontade de dizer
á todos os peixes
que este carangueijo já agarrou meus pés e me trouxe pra perto das algas onde pude me esconder e finjir que fui sereia.

sábado, 13 de março de 2010

Pro dia nascer Feliz :}


Seu Moço, onde vais?
Assim apressado, todo engravatado, me deixando para trás?


Hey, Moço, oque faz?
Pra aparecer de mansinho,
na ponta dos pés de fininho,
Se esquecendo do que traz


Ô Moço! Vê se tira daqui a saudade
Vê se diz que é verdade, e não diz por pena de mim!
Leva daqui essa falta!
Não me deixa correndo solta, um dia alguém me leva assim...


Me traz um pedaço da lua
DEita na grama ao meu lado
e me deixa dizer que sou sua.

domingo, 7 de março de 2010

Milagre!


Ontem saiu de mim um suspiro de poesia

um sussurro de canção de amor

um toque de carinho

um beijo de passarinho

Me fez espantar pra fora de mim

os crocodilos enjaulados

Os montes de areia

Castelos desmoronados

Me fez molhar os pés no orvalho

E agora te olhando dormir assim sereno

Me entrego à teus sonhos sem medo

E vejo que antes meu mundo era pequeno

Que cada pedaço de mim era meu mesmo

E cada pranto que derramei, fiz segredo




sábado, 6 de março de 2010

a Dança da borboleta


Me pegou em teus braços, cautelosa e perigosamente
Como se cada pedaço de mim, fosse um fruto do seu útero.
Uma pequena semente
Um grão de areia delicado no chão da praia
Uma mosca que cantava em seu ouvido
Uma ingênua moça de saia.
E assim, com todo cuidado, me botou no chão
Me mandou voar, com pressa!
Me disse para não deixar,
que nenhum pássaro grande me tomasse nas mãos!
Falou tão delicada, tão doce e sonora quanto uma canção
Nas pontas dos pés ela caminha.
Colorindo o vaso do artesão
A bela Bailarina :}

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Parte III -a 'coisa'


Na areia da praia, havia uma montueira danada de animais, todos eles estavam lá, passarinhos, insetos, animais grandes pequenos, todos olhavam a coisa cor-de-rosa que havia ne cesta, mas ora pois...como nenhum animal conseguiu comer aquilo que havia no chão?! Aí é que está a questão, a coisa era tão diferente e maravilhosa, tão redondinha com bochechas rosadas, que ninguém teve coragem de experimentar pra saber se ela era branca por que era feita de coco, ou branca de algodão doce?.
'Saiam da frente, EU VI PRIMEIRO, EU VI PRIMEIRO' - disse o coelho, rasgando a multidão pra ver se tinha lhe sobrado um pedacinho, ele estava tão faminto, mas tão faminto, que quando viu oque havia na cesta ele simplesmente.....desmaiou.
É sim! oque tem de mau em um coelho desmaiado!?
A bixarada de Osiarap entrou em desespero....
'Acordem esse coelho Maluco'- gritava dona Coruja
'Joguem água nele' gritou a Zebra desesperada (aqui, eu lhes conto um segredo, Zebra esta, que era apaixonada pelo senhor coelho, mortinha de paixão)
'Alguém acorde o dentuço, precisamos de toso os animais acordados para discutir a situação.' -Disse o sábio caramujo.
Lá do mar surjiu um bico amarelo, que espirrou água salgada no rosto do senhor coelho, fazendo com que este acordasse em um salto
'QUE COISINHA MAIS BONITA' gritou ele, ao olhar denovo os olhos redondos do estranho animal que havia dentro da cesta.
'Sim, com isso, todos os animais da floresta concordaram. Mas, que animal será esse!'
Nesse momentou, ouviu-se um rugido vindo do céu, e desceu de lá com uma cauda verde enorme...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010



Leve na lembrança

A singela melodia que eu fiz

Pra ti, ó bem amada

Princesa, olhos d'água

Menina da lua

Quero te ver clara

Clareando a noite intensa deste amor

O céu é teu sorriso

No branco do teu rosto

A irradiar ternura

Quero que desprendas

De qualquer temor que sintas

Tens o teu escudo

O teu tear

Tens na mão, querida

A semente

De uma flor que inspira um beijo ardente

Um convite para amar


Estive eu esses dias lendo Monteiro Lobato. Pra fazer um trabalho na faculdade, afinal, Lobato era de Taubaté, minha cidade, e visto que faço literatura, seria um pecado nunca estudar Lobato. Claro, que todo mundo já percebeu que eu não presto muito pra Literatura adulta, não presto mesmo, sou ruim de verdade. Decidi ler "viagem ao céu" Achei lindo o livro, os personagens infantis viajam para o espaço, e acabam por dar uma 'passadinha' na lua, só pra fazer uma visita a São Jorge (aquele do dragão lembra?). No livro, as crianças descrevem a beleza da Terra vista da Lua. É como se a Terra fosse a Lua Da Lua, entenderam? Não?! Enfim.... A vista devia ser bela mesmo. No Livro eu descobri que os Habitantes da Lua São Selenistas. Engraçado, já pensei em ter uma filha e colocar o nome nela de Selene. Só achei o nome meio parecido com nome de remédio faixa preta, Então decidi que minha filha se chamará Laura mesmo, mas não era esse o assunto. Me Lembrei da Musica do Escritor/compositor/músico/poeta/engolidor de notas de R$50,00/ beberrão/ meu ídolo Nenê Altro. Selene. Só sei Selene que não vejo mais o sol, e só quero a tua voz sussurando em meu ouvido. E hoje encontrei essa musica da Maria Rita "Menina DA Lua" achei engraçado me lembrar de tantos fatos ligados a só um fenômeno Natural, Aliás sempre achei o natural mais bonito que o artificial, e acredito que a maioria das pessoas pensem como eu, afinal sou ariana né? Então me lembrei, da lua sorrindo pra mim em certas noites, eu sentia umas cócegas engraçadas na barriga e vontade de sorrir pra ela também. Só não fazia isso, porque se alguém me visse na rua rindo sozinha ia ser constrangedor. Nunca escondi de ninguém meu unico amor: a Lua. De verdade. Eu gosto do céu azul, mas prefiro dias nublados. Eu não gosto do escuro, mas prefiro a noite. Eu gosto da lua, Mas ela não é minha mais. MAs sempre tento ver um lado bom pras coisas ainda. Afinal, que só se fode na vida só aprende isso mesmo. Queria poder explicar agora o por que ela é meu unico amor, visto que chegamos ao ponto crucial do texto: a Conclusão! Em síntese, (que chatisse) eu tenho esse amor por ela, por que sei que é a unica que não pode me trair nunca, que não vai deixar de sorrir pra mim nunca, e ela me espera, um dia vocês, ou seus netos não sei, vão ler uma reportagem dizendo que além de São Jorge tem uma mocinha branquela e desengonçada vivendo na lua e alimentando um dragão. Talvez eu leve comigo um coelho. Há quem diga que tem um coelho na Lua, eu realmente não sei dizer, eu até enchergo ele de vez em quando, mas ultimamente anda sendo meio dificil!