
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Todo mundo brinca de faz de conta

Todo mundo brinca de faz de conta.
Faz de conta que eu sei administrar um país.
Faz de conta que eu sei ser mãe.
Faz de conta que eu sei ser pai.
Faz de conta que eu sou normal.
O faz de conta que eu sou normal é o mais comum ente as pessoas grandes.
Faz de conta que os vizinhos são cegos.
Faz de conta que os vizinhos são invisiveis.
Faz de conta que eu não sou louco.
Faz de conta que eu não sinto saudades.
Faz de conta que eu não sinto saudades.
Faz de conta que sou cobrador de ônibus.
Faz de conta que eu te amo.Faz de conta que eu sei contar.
Faz de conta que sei cozinhar.Faz de conta que eu faço engenharia por que eu gosto.
Faz de conta que eu quis agradar meus pais.
Faz de conta que eu entendo o que o professor fala.
Faz de conta que as pessoas são justas.
Faz de conta que todo mundo tem o que comer todo dia.
Faz de conta que eu quero mudar o mundo
Faz de conta que eu quero mudar o mundo
Faz de conta que eu enchergo as pessoas pobres.
Faz de conta que eu não tenho uma moeda no bolso.
Faz de conta que almoçar no um real é bacana.
Faz de conta que usar brinco de pena é maneiro.
Faz de conta que sou princesa.
Faz de conta que gosto de trabalhar
Faz de conta que eu tenho dois filhos.
Faz de conta que os filhos não dão gastos.
Faz de conta que eu amo meu namorado.
Faz de conta que eu tenho um namorado.
Faz de conta que sou rainha.
Faz de conta que eu tenho um dedo mindinho.
Faz de conta que sou Irlandesa.
Faz de conta que uso brincos nas orelhas.
Faz de conta que sou negra.
Faz de conta que sou miss.
Faz de conta que sei fazer análise sintática.
Faz de conta que sou mágico.
Faz de conta que eu gosto de suco de abóbora...
Faz de conta que eu não quero te ver nunca mais.As pessoas grandes não sabem brincar de faz de conta direito....

Eu gosto, tenho que adimitir.
De quando ela ascende um cigarro olha nos meus olhos e diz "como somos parecidas"
Gosto de ver ela vociferar contra mim:
"Pare de descascar legumes, pegue uma caneta e escreva"
Queria que ela soubesse que somos pessoas diferentes com sentimentos iguais.
Vivenciamos situações parecidas.
Não tememos a sentimentos que sabemos que são impossiveis de se sentir.
Temos um coração selvagem.
Vivemos cada pecado que o corpo humano tem que viver para se tornar humano de verdade.
Temos em mãos uma caneta e uma vontade de fugir do mundo.
Uma vontade que vem de dentro, o dentro que desconhecemos.
Gosto do seu sotaque , de como ela diz "Quando eu escrevo eu morro"
E eu morro quando eu leio teus lábios...
S.A.U.D.A.D.E.S
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sobre as Flores que ele canta
No meu dançar descalço na grama de toda tarde
Me peguei a ouvir um canto...
um belo canto vindo de um lado que eu não sei qual....
Me encantou de tal modo esse canto
que quis dançar teu ritmo
Balançava meus braços em função daquela voz doce que eu ouvia
Senti o sabor daquele ritmo que me emabalava..
Senti um sabor de morango, chocolate e todas as cores do arco-iris...
Senti o cheiro das roseiras mais perfumadas que já presenciei...
Em meio aos arbustos crescidos encontrei as notas que me enfeitiçavam...
Me freiei ao ver que as notas não tocavam mais...
então fuji dos arbustos, e voltei á minha grama macia
ouvi passos firmes em minha direção..Dizendo "moça, me dê a sua mão"
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Sobre ele (e os meus lirios)

Desde quando ele passou pelo meu portão meus lirios passaram a ficar assim: todos os dias floridos. Cada pétala vermelha daquela muda branca que Dona Odila me deu, trocando na minha visita biscoitos de polvilho por Lírios, meus (de)lirios vermelhos floriram nesta garagem dando flores apenas na primavera, mas desde quando ele esteve aqui no meu portão, os lirios passaram a agir de forma diferente, ora vermelhos, ora purpura, ora perfumados, ora apenas com cheiro de orvalho, meu (de)lirios agora floriam, não apenas na primavera, mas também no verão, outono e mais ainda no inverno, quando eu parecia mais precisar das cores que tanto gostava em minha garagem, o branco do inverno se misturava sempre ás cores da minha pele, mas com ele por perto as cores saltam pelas paredes e pelas flores, nem as margaridas que ficam no fundo do jardim conseguem finjir que não sentem sua presença, ele traz cor a todos estes cômodos. Traz o vermelho de volta a minha pele, clara e o meu coração duro como mármore.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Pausa para o café
Você poderia seu moço, me emprestar se esboço, pra eu rabiscar?
nem que ele tenha só o teu rosto, quero ter apenas o gosto de nele tocar.
Não tenha medo de mim, eu sou menina sim, mas posso aprender a te amar.
Cada dia longe de ti é um desejo, um sonho louco, ou um beijo, que eu quero lhe arrancar.
Mas você fica assim, afastado de mim sem me dar nenhum olhar.
Anda logo seu moço, me arruma esse esboço pra eu provocar.
PEnso em vocÊ no portão, nos jardins, no chão.
Corre moço! A noite já cai, o sereno já vem, e eu estou descalço!
não me deixe pegar resfriado! Tras logo esse esboço pra esquentar meus pés!
VAmos pra grama molhada, a terra seca não tem o seu cheiro.
se me deixar te tocar te deixo me ver primeiro.
mas por favor, não finja não enxergar...
me deixe dançar e sujar os pés na areia,
Cantar as cansões daquela sereia
que prometeu um dia que ia te amar...
Esquece ela moço!
Eu já tenho o teu gosto, teu cheiro, teu pescoço...
e você pra me provocar....
Ah deixa moço!
eu chegar de vagarinho...te dar um beijinho e com força te abraçar
te chamar pra sempre de meu benzinho
e sorrir ao te olhar (:
nem que ele tenha só o teu rosto, quero ter apenas o gosto de nele tocar.
Não tenha medo de mim, eu sou menina sim, mas posso aprender a te amar.
Cada dia longe de ti é um desejo, um sonho louco, ou um beijo, que eu quero lhe arrancar.
Mas você fica assim, afastado de mim sem me dar nenhum olhar.
Anda logo seu moço, me arruma esse esboço pra eu provocar.
PEnso em vocÊ no portão, nos jardins, no chão.
Corre moço! A noite já cai, o sereno já vem, e eu estou descalço!
não me deixe pegar resfriado! Tras logo esse esboço pra esquentar meus pés!
VAmos pra grama molhada, a terra seca não tem o seu cheiro.
se me deixar te tocar te deixo me ver primeiro.
mas por favor, não finja não enxergar...
me deixe dançar e sujar os pés na areia,
Cantar as cansões daquela sereia
que prometeu um dia que ia te amar...
Esquece ela moço!
Eu já tenho o teu gosto, teu cheiro, teu pescoço...
e você pra me provocar....
Ah deixa moço!
eu chegar de vagarinho...te dar um beijinho e com força te abraçar
te chamar pra sempre de meu benzinho
e sorrir ao te olhar (:
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